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A cultura dos memes é um movimento de comunidade (parte 1 de 3).

A cultura dos memes é um movimento de comunidade (parte 1 de 3).

Vocês já perceberam a velocidade com que os memes são criados?

Originalmente criado como um termo usado para definir unidades de informação cultural que tem o poder de se propagar (Dawkins, 1976). São ideias, desenhos ou qualquer coisa que possa ser transmitido adiante levando alguma informação para frente.


É de praxe que grandes acontecimentos no Brasil (e no mundo) sejam acompanhados por uma narrativa paralela na internet criada de maneira colaborativa. Uma pessoa lembra de algum video antigo e faz uma redublagem, outra acrescenta uma música de fundo e assim a coisa vai enveredando por caminhos diferentes. De repente, trending topics.

O último grande meme a ressoar na nossa cabeça enquanto lavamos a louça nesse período de isolamento físico, foi o popular “coffin dance meme”. Um documentário sobre os animadores de funeral de Gana, publicado no youtube dois anos atrás pela BBC África, somado ao hit Astronomia foi responsável por fazer a internet ferver com vídeos retratando situações de perigo (ou quase morte) seguidas de um corte brusco com a música dançante e a notória performance dos grupos de jovens animando funerais em Gana.

Participar dessa indústria dos memes, contribuir com criação de um meme em nível nacional e vivenciar essa experiência do lado de dentro tem sido algo que faz parte da minha rotina diariamente no último ano com um projeto especial meu, o @fitbatido.

Talvez aqui valha um rápido disclaimer. Se você passa muito tempo no trânsito e for atento, já deve ter reparado que todo Honda Fit (popular mini-van da Honda vendida em todo o mundo) tem alguma pancada na traseira. Eu observei isso tempos atrás e acabei construindo de maneira acidental, durante 2019, uma comunidade de 55 mil pessoas que consiste no compartilhamento diário de hondas fit batidos.
 

Tá, pode parecer estranho (eu sei), mas vai no instagram e confere o @fitbatido e volta, pra gente continuar nossa conversa.

 


Com picos de 1,8 milhões de visualizações por semana e uma média de 200 seguidores novos por dia até o início do isolamento físico, eu acabei criando acidentalmente uma comunidade colaborativa engajadíssima de pessoas onde muito próximo de 100% do conteúdo é original, criado pelos seguidores ou enviado por eles. Meu papel é realizar uma grande curadoria diária de situações inusitadas onde o pequeno honda fit é protagonista (acredite, são muitas). Essa foi a minha porta de entrada para o hall das pseudo-webcelebridades, tem sido muito divertido e também uma fonte de muito aprendizado que resolvi compartilhar sob o ponto de vista de gestão de comunidades.

Essa foi a parte 1 de 3.

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